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Cigarro: o grande vilão

“(…) a chance de desenvolver câncer de bexiga é de 2 a 6 vezes maior em tabagistas em relação àqueles que não fumam, e a duração e intensidade da exposição são diretamente proporcionais a esse risco”

Qual é o vilão mais famoso que você conhece? Alguns se remeterão à infância, lembrando do Coringa, do Pinguim; outros farão menção a líderes políticos sagazes (Lênin, Hitler) e os demais recordarão de indivíduos que representaram sofrimento em sua história de vida pessoal. Todavia, em se tratando de saúde, também há muitos vilões. Um dos mais conhecidos e responsáveis pela deterioração e redução do tempo de vida é, sem dúvida, o cigarro.

O hábito de fumar está intimamente relacionado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, com destaque para o de bexiga, segunda neoplasia geniturinária mais comum em homens no Brasil e responsável por 3% de todas as mortes por câncer nos Estados Unidos. Segundo pesquisadores norte-americanos, o tabaco associa-se a 60% e 30% de todos os cânceres do trato urinário em homens e mulheres, respectivamente. Soma-se a isso, o fato de que a chance de desenvolver câncer de bexiga é de 2 a 6 vezes maior em tabagistas em relação àqueles que não fumam, e a duração e intensidade da exposição são diretamente proporcionais a esse risco.

O vilão é aquele que sabidamente tem má intenção ou caráter antagônico. Se houvesse, portanto, a possibilidade de transpor tal adjetivo para a realidade do câncer de bexiga, diríamos que ele está sendo representado pelo CIGARRO. Cabe a cada indivíduo, enfim, tratar de se defender desse algoz.

Dr. João Álvaro Silva, residente do Serviço de Urologia do Hospital Nossa Senhora Conceição – Porto Alegre, RS.

Fonte: SBU

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